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Blog Omni

Tratamento não farmacológico no transtorno bipolar – o que fazer e qual a sua importância?

Vitória de Souza Rocha | 21/11/2024

O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é classificado como um transtorno do humor de longa duração, com episódios algumas vezes graves, podendo causar prejuízos social, funcional e econômico. Tem episódios recorrentes, trazendo impacto negativo na vida do paciente, prejudicando a qualidade de vida com internações, deterioração do funcionamento e risco aumentado de suicídio. Segundo a OMS o TAB afeta cerca de 1,6% da população mundial e sendo uns dos representantes das principais causas de incapacitação no mundo.  A taxa de mortalidade é de duas a três vezes maior que a da população geral, a de divórcios é aproximadamente de duas a três vezes maior comparada à de indivíduos sem o transtorno e a deterioração do estado funcional é o dobro.

O TAB caracteriza-se como um transtorno com oscilações do humor entre os polos de euforia (mania) e depressão. De acordo com o DSM V, o episódio maníaco se caracteriza por período de humor anormal e elevado, ou irritável com duração no mínimo de 1 semana presente em quase todos os dias, não está associado a uso de substancias. Episódio depressivo maior, caracterizado como humor deprimido, perda do interesse ou prazer, agitação ou retardo psicomotor. Hipomania caracteriza-se como humor anormal e elevado ou irritável e aumento anormal e persistente da atividade ou energia, com duração mínima de quatro dias consecutivos e presente na maior parte do dia, quase todos os dias. 

Os pacientes podem apresentar episódios maníacos e tem mais chance de recorrência, podem apresentar prejuízo biopsicossocial causando grande impacto no prognostico desses pacientes. Desse modo, necessita de ajustar tratamento farmacológico e não farmacológico, para poder identificar pródromos, manejo dos sintomas, planos de emergência. Assim, mesmo com avanço dos tratamentos medicamentosos, ainda há muito a ser feito para se alcançar bons desfechos sociais, lidar com os sintomas subsindrômicos e melhorar o manejo da manutenção, a abordagem psicoeducacional (por exemplo Terapia cognitivo comportamental – TCC) entra em conjunto com o tratamento farmacológico. 

A psicoeducação é uma parte do tratamento associado para o transtorno bipolar, auxiliando o paciente a conhecer a doença, melhorar a adesão ao tratamento, ensinar a família, amigos e ao paciente identificar sintomas prodrômicos ou gatilhos precocemente, promover hábitos saudáveis com exercícios físicos (academia, pedalar, crossfit, corrida) alimentação balanceada e evitar abuso de substancias, faz com que o paciente não tenha episódios de recorrência ou internações hospitalares. 

A detecção precoce dos sintomas prodrômicos mostrou-se eficaz para prevenir a mania e o tempo de recaída, porém a depressão não. Muitos pacientes quando percebem o episodio é tarde, principalmente naqueles que apresentam episódios hipomaníacos leves, mas com prejuízos a longo prazo. A Terapia cognitivo comportamental pode auxiliar no campo do aprendizado a reconhecer os sinais mais comuns (individualizado) de recaídas e episódios, constituindo os passos para a detecção precoce, associado a sua personalidade, características intimas, temperamento tendo a possibilidade de apoio familiar, parceiro(a) e amigos. 

O paciente com TAB necessita de ter um planejamento e organização de sua vida (de seus fazeres diários) desde acordar, ir ao mercado, estudar e fazer exercícios físicos. O planejamento da atividade física promove diminuição do estresse, previne uma possível recaída, reduzem o nível de cortisol e promovem a melhoria da qualidade do sono. É importante deixar claro que, os pacientes façam exercícios que lhe despertem o interesse a dar continuidade ao longo do tempo, devem ser dados feedbacks positivos para aumentar confiança e promover adesão a atividade física. Exercícios físicos com intensidade de 70% a 80% da frequência cardíaca, paralelamente ao relaxamento (ioga) têm mostrado grande eficiência na regularização do parâmetro bioquímico do cortisol, melhorando a qualidade de vida e prevenindo as doenças crônicas degenerativas. 

Portanto, o tratamento não farmacológico apresenta vários benefícios que podem melhorar a qualidade de vida do paciente como adesão ao tratamento farmacológico, diminuição de episódios maníacos, hipomaníacos, depressivos, hospitalização e risco de suicídio. Em que a psicoeducação associada aos hábitos de vida saudáveis trabalham através do gerenciamento de medos, desespero, estigmas, baixa autoestima, diminuem a incidência de condições medicas como doenças cardíacas e diabetes, aumentando a expectativa de vida. Desse modo, há uma necessidade de profissionais qualificados com boas habilidades de comunicação e técnicas psicoeducacionais direcionadas ao transtorno bipolar, para auxiliar os pacientes que maioria das vezes não tem apoio interior necessário.

REFERÊNCIAS:

  1. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION et al. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Artmed Editora, 2014.

  2. PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR DO TIPO I – MINISTÉRIO DA SAÚDE 2016.

  3. COSTA, Kaliano Márcio de Queiroz; GÓES, Rachel Medeiros de; MORAIS, Maria Mabel Nunes de. A influência dos aspectos subjetivos na adesão ao tratamento do transtorno bipolar: uma revisão sistemática. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, v. 70, p. 330-337, 2021.

  4. DE FIGUEIREDO, Ângela Leggerini et al. O uso da psicoeducação no tratamento do transtorno bipolar. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, v. 11, n. 1, p. 15-24, 2009.

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